sexta-feira, 4 de maio de 2012

Os dramas de agora, as ameaças de 2050, por Washington Novaes

Por Washington Novaes Originalmente publicado em O Estado de S. Paulo - 04/05/2012/ Enquanto a primeira-ministra alemã, Angela Merkel, anuncia que não comparecerá à reunião Rio+20, juntando-se ao primeiro-ministro britânico, David Cameron, e - possivelmente - ao presidente norte-americano, Barack Obama, a cada dia são mais inquietantes as notícias sobre os gravíssimos problemas na área das mudanças climáticas, na perda de recursos naturais (além da capacidade planetária de repô-los), no agravamento das questões relacionadas com a água (suprir de alimentos mais 2 bilhões de pessoas até 2050 exigirá um uso na agricultura superior à disponibilidade de recursos) e com a pobreza no mundo. Já nem se pode dizer que nada acontece, nada avança, porque a chamada "sociedade civil" não pressiona os governos para que se façam as mudanças necessárias nas matrizes energéticas poluidoras e nos modelos de consumo. Pesquisa universitária recente nos Estados Unidos, por exemplo, mostrou (Reuters, 26/4) que três em quatro eleitores nesse país são favoráveis a que a legislação considere as emissões de dióxido de carbono (CO2) como poluentes, que se criem impostos sobre as emissões e que o governo e o Congresso considerem prioritária a ação nesse campo - 84% dos eleitores democratas são favoráveis, assim como 68% dos independentes e 52% dos republicanos. E nem custaria tanto. Outro estudo (Business Green, 27/4) afirma que a União Europeia poderia atingir suas metas de redução de emissões até 2020 ao custo de 7 a 9 (R$ 17,50 a R$ 22,50) anuais por pessoa. Se quiser aumentar a meta de reduções de 20% para 30%, o custo entre 2011 e 2020 seria de mais 3,5 bilhões - que o noticiário equipara ao preço de algumas xícaras de café por ano por pessoa. Onde estaria, então, a resistência? Nas grandes corporações do setor de energia, principalmente. Enquanto isso, novo relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, órgão científico da Convenção do Clima - no qual 220 cientistas de 62 países sintetizaram em 542 páginas as informações de 18.784 cientistas do mundo todo -, agrava seus diagnósticos e balanços. As perspectivas são mais graves para o Sul da Europa, Sul da África e Sudeste da Ásia, após um ano (2011) em que 302 chamados "desastres naturais" (incluindo terremotos e tsunamis) mataram quase 30 mil pessoas e geraram prejuízos de US$ 366 bilhões. Mesmo assim, a melhor perspectiva, no âmbito da Convenção do Clima, é de que os países signatários só cheguem em 2015 a um acordo para reduzir emissões, mas que entre em vigor apenas em 2020. Mesmo com a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) alertando (Reuters, 16/3) que, no passo atual, as emissões poderão aumentar 50% até meados do século. As fontes fósseis continuam respondendo por 85% da energia e esta gera 70% das emissões. Nesse passo, diz a OCDE, a temperatura do planeta poderá aumentar entre 3 e 6 graus Celsius até a virada do século. Previsão semelhante à do Blue Planet, que reúne cientistas detentores do Prêmio Nobel Alternativo de Meio Ambiente e acha possível um aumento de até 5 graus. Nesse cenário, prevê o Deutsche Bank (25/4) que as emissões continuarão a subir até 2016, quando se iniciará um declínio. Mas, ainda assim, um limite de 2 graus no aumento da temperatura planetária - como recomendam os cientistas - é improvável, mesmo com os países cumprindo suas metas de redução. As emissões superarão em pelo menos 5,8 bilhões de toneladas anuais de CO2 os limites máximos recomendados, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) - e isso equivale às emissões anuais dos Estados Unidos. Que se fará, então, para tirar da pobreza 1,3 bilhão de pessoas? Que se fará para diminuir o fosso entre crianças ricas e pobres, com as primeiras usando 50 vezes mais água que as últimas? O consumo dos ricos precisa diminuir, afirma a Royal Society (The Guardian, 26/4). A taxa de nascimento entre os pobres terá de baixar: no ritmo atual, o aumento da população entre os pobres exigirá uma cidade de 1 milhão de habitantes a cada cinco dias, até 2050. Mas os Estados Unidos seguem aumentando suas emissões (mais 3,2% entre 2009 e 2010). A Rússia, também (mais 4,3%); o Japão, idem, após o problema nuclear (mais 4,2%). Em 20 anos, nos Estados Unidos, as emissões subiram 10,5%. A temperatura média em 2011, diz a Organização Mundial de Meteorologia (Estado, 25/3), esteve 0,4 grau acima da média de 2001 a 2010. E 2010 teve a temperatura mais alta desde 1880, quando começaram os registros nessa área. A área de gelos no Ártico foi a segunda menor em todos os tempos. O nível dos oceanos subiu 12 milímetros em oito anos, segundo a Universidade do Colorado. O aquecimento do solo está reduzindo a capacidade de armazenar carbono, essencial para a formação de matéria orgânica (Planet Ark, 14/2). Muitas informações poderiam ser acrescentadas. Mas nem é preciso para aumentar a inquietação. Apesar dos dados alarmantes, já se decidiu que a Rio+20 não tratará nem de clima, nem de perda da biodiversidade, nem da Agenda 21 - os grandes temas da Eco-92, no Rio de Janeiro. E seguem, no âmbito da ONU, nos Estados Unidos, as discussões em torno de "economia verde" e "governança sustentável", cujo esboço escrito inicial passou de poucas dezenas de páginas para milhares, depois que cada país acrescentou suas visões. Agora, estão depuradas para umas poucas centenas. São discussões importantes. Mas parecem menos importantes que os grandes temas de 1992. O que se pergunta hoje é o que se fará agora, com a Europa de novo diante de uma crise econômico-financeira, com o mundo temendo uma nova débâcle. De que adiantaria temer os dramas previstos para 2050 se não somos capazes de dar soluções aos problemas que já batem à porta? A diplomacia terá de esgotar suas habilidades até junho.

Curta a nova Edição 28, Especial Água de Plurale em revista

Já conferiu a nova edição 28, Especial Água de Plurale em revista? Confira no site plurale - www.plurale.com.br Postamos aqui a capinha, uma foto maravilhosa de Luciana Tancredo, da imensa geleira Perito Moreno, na Patagônia argentina.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Rio+20 ganha seção exclusiva Plurale em site


Esta semana estreamos uma seção exclusiva para a temática da Rio+20 em Plurale em site. São artigos, notícias, papers, etc.

Entre no portal e confira as novidades.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Humanidade sustentável , por Jeffrey D. Sachs


Autor(es): Jeffrey D. Sachs
Publicado no Valor Econômico - 13/02/2012



Desenvolvimento sustentável significa atingir um crescimento econômico que seja amplamente compartilhado e que proteja os recursos vitais do planeta. Nossa economia mundial atual não é sustentável - mais de um bilhão de pessoas deixadas para trás pelo progresso econômico e o ambiente terrestre sofrendo danos resultantes da atividade humana. Um desenvolvimento sustentável exige a mobilização de novas tecnologias norteadas pelo compartilhamento de valores sociais.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, declarou que o desenvolvimento sustentável está no topo da agenda mundial. Adentramos um período perigoso, em que uma população enorme e crescente, associada a com rápido crescimento econômico, agora ameaça produzir um impacto catastrófico no clima da Terra, na biodiversidade e no suprimento de água potável. Antropoceno é como os cientistas denominam esse novo período - em que os seres humanos tornaram-se os principais causadores de mutações físicas e biológicas na Terra.

O Painel de Sustentabilidade Mundial (PSM) do secretário-geral da ONU publicou um novo relatório que delineia um referencial para o desenvolvimento sustentável. O PSM corretamente observa que o desenvolvimento sustentável tem três vertentes: erradicar a pobreza extrema, garantir que a prosperidade seja compartilhada por todos, - mulheres, jovens e minorias -, e proteger o meio ambiente natural. Esses objetivos podem ser denominados pilares econômico, social e ambiental do desenvolvimento sustentável.

O PDM exortou os líderes mundiais a adotarem um novo conjunto de Metas de Desenvolvimento Sustentável (MDS) que ajudarão a moldar as políticas e ações mundiais após 2015, ano alvo das Metas de Desenvolvimento do Milénio (MDM). Considerando que o foco das Metas do Milênio é reduzir a pobreza extrema, as MDS deverão contrar-se nos três pilares do desenvolvimento sustentável: erradicar a pobreza extrema, compartilhar os benefícios do desenvolvimento econômico entre toda a sociedade e proteger a Terra.

Uma coisa, é claro, é definir as metas sustentáveis e outra alcançá-las. O problema pode ser percebido examinando um desafio crucial: as mudanças climáticas. Hoje, há sete bilhões de pessoas no planeta, e cada uma é responsável, em média, pela liberação um pouco superior a quatro toneladas de dióxido de carbono na atmosfera por ano. Esse CO2 é emitido quando queimamos carvão, petróleo e gás para produzir eletricidade, conduzir carros ou aquecer nossas casas. Ao todo, os seres humanos lançam cerca de 30 bilhões de toneladas de CO2 por ano na atmosfera, o suficiente para mudar acentuadamente o clima em poucas décadas.

Em 2050, provavelmente haverá mais de nove bilhões de pessoas na Terra. Se essas pessoas forem mais ricas do que as pessoas atualmente são (e, portanto, consumirem mais energia), o total mundial de emissões poderá dobrar ou mesmo triplicar. Esse é o grande dilema: precisamos emitir menos CO2, mas estamos, mundialmente, a caminho de poluir muito mais.

Precisamos nos preocupar com esse cenário porque a permanência em um caminho de crescentes emissões em escala mundial produzirá, certamente, estragos e sofrimento para bilhões de pessoas que serão atingidas por ondas de secas e calor, furacões e muito mais. Já experimentamos o início desse sofrimento nos últimos anos, com uma série de fomes devastadoras, inundações e outros desastres relacionados ao clima.

Então, como poderão as pessoas no mundo - especialmente os pobres - beneficiar-se de mais eletricidade e mais acesso a transportes modernos, mas de uma forma que salve o planeta em vez de destruí-lo? A verdade é que não poderão - a menos que melhoremos as tecnologias que usamos.

Precisamos usar energia com muito mais sabedoria, e ao mesmo tempo precisamos abandonar os combustíveis fósseis e adotar fontes de energia que emitem pouco carbono. Essas melhorias são possíveis e economicamente realistas.

Considere, por exemplo, a ineficiência energética de um automóvel. Nós atualmente movimentamos uma máquina que pesa entre 1 mil e 2 mil quilos para transportar uma ou duas pessoas, cada um pesando talvez 75 quilos. E fazemos isso usando um motor a combustão interna que aproveita apenas uma pequena parte da energia liberada pela queima da gasolina. A maior parte da energia é perdida na forma de calor.

Poderíamos, portanto, conseguir uma grande redução nas emissões de CO2 por meio da adoção de veículos pequenos e leves dotados de motores elétricos de alta eficiência alimentados por baterias carregadas a partir de uma fonte de energia de baixo carbono, como a energia solar. Ainda melhor: adotar veículos elétricos, em vez de continuar usando os atuais, nos permitiria aproveitar os mais avançados recursos de tecnologia da informação para tornar tais veículos inteligentes - suficientemente inteligentes para até mesmo possibilitar que se movimentem sozinhos usando sistemas avançados de processamento de dados e de posicionamento.

Os benefícios das tecnologias de informação e de comunicação podem ser observados em todas as áreas da atividade humana: melhor agricultura utilizando GPS e microdosagem de fertilizantes; fabricação de precisão; edifícios que sabem como consumir menos energia, e, claro, o poder transformador da internet. Recursos de banda larga móvel já estão conectando até mesmo as aldeias mais distantes na zona rural da África e da Índia, reduzindo assim significativamente a necessidade de viagens.

Movimentações bancárias são agora feitas por telefone, assim como uma diversidade crescente de diagnósticos médicos. Livros eletrônicos são transmitidos diretamente para dispositivos portáteis sem necessidade de livrarias, deslocamentos pessoais ou da celulose e do papel nos livros físicos. A educação também baseia-se cada vez mais na internet e em breve permitirá que alunos em toda parte recebam educação de primeira qualidade a um custo marginal quase zero para a inclusão de mais um aluno.

No entanto, para migrar de onde estamos até o desenvolvimento sustentável não dependerá apenas de tecnologia. Isso envolverá também incentivos de mercado, regras governamentais e apoio público à pesquisa e desenvolvimento. Mas ainda mais fundamental do que políticas de governança será o desafio dos valores. Precisamos compreender nosso destino comum e abraçar o desenvolvimento sustentável como um compromisso comum de decência para todos os seres humanos, hoje e no futuro. (Tradução Sergio Blum)

Jeffrey D. Sachs é professor de economia e diretor do Instituto Terra, na Columbia University. Ele é também assessor especial do secretário-geral da ONU para os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Carta de Mark Zuckerberg a investidores em arquivamento do Facebook IPO


Fevereiro 2012

Manifesto Economia da Reputação

Facebook não foi originalmente criado para ser uma empresa. Foi construído para realizar uma missão social - para tornar o mundo mais aberto e conectado.

Achamos que é importante que todos os que investe no Facebook entende que esta missão significa para nós, como tomamos decisões e por que fazemos as coisas que fazemos. Vou tentar descrever nossa abordagem nesta carta.

No Facebook, nós somos inspirados pelas tecnologias que revolucionaram como as pessoas se espalhar e consumir informação. Costumamos falar sobre invenções como a imprensa ea televisão - por simplesmente tornando a comunicação mais eficiente, que levou a uma completa transformação de muitas partes importantes da sociedade. Eles deram mais pessoas uma voz. Eles incentivaram o progresso. Eles mudaram a forma como a sociedade era organizada. Eles nos aproximou.

Hoje, a nossa sociedade chegou a um outro ponto de inflexão. Vivemos num momento em que a maioria das pessoas no mundo têm acesso aos telefones internet ou móvel - as ferramentas-primas necessárias para começar a partilhar o que eles estão pensando, sentindo e fazendo com quem quiserem. Facebook aspira a criar os serviços que dão às pessoas o poder de partilhar e ajudá-los mais uma vez transformar muitos dos nossos principais instituições e indústrias.

Há uma necessidade enorme e uma grande oportunidade para que todos no mundo conectado, para dar a todos uma voz e para ajudar a transformar a sociedade para o futuro. A escala da tecnologia e infra-estrutura que deve ser construída é sem precedentes, e acreditamos que este é o problema mais importante que podemos focar.

Esperamos fortalecer como as pessoas se relacionam entre si.

Mesmo que a nossa missão soa grande, começa pequeno - com a relação entre duas pessoas.

As relações pessoais são a unidade fundamental da nossa sociedade. Relacionamentos são como nós descobrir novas idéias, compreender o nosso mundo e, afinal, a longo prazo felicidade.

No Facebook, estamos a construir ferramentas para ajudar as pessoas a se conectar com as pessoas que querem e compartilhar o que eles querem, e fazendo isso, estamos ampliando a capacidade das pessoas para construir e manter relacionamentos.

Pessoas compartilhando mais - mesmo se apenas com seus amigos ou familiares - cria uma cultura mais aberta e leva a uma melhor compreensão da vida e perspectivas dos outros. Acreditamos que isso cria um maior número de relações mais fortes entre as pessoas, e que ajuda as pessoas ficam expostas a um maior número de perspectivas diversas.

Ao ajudar as pessoas a formar essas conexões, esperamos voltar a ligar a maneira como as pessoas se espalhar e consumir informação. Pensamos infra-estrutura da informação do mundo deve se parecer com o gráfico social - uma rede construída de baixo para cima ou peer-to-peer, ao invés do monolítico, a estrutura de cima para baixo que tem existido até à data. Acreditamos também que dar às pessoas o controle sobre o que eles compartilham é um princípio fundamental desta religação.

Nós já ajudamos mais de 800 milhões de pessoas mapear mais de 100 bilhões de conexões até o momento, e nosso objetivo é ajudar a acelerar esta religação.

Esperamos melhorar a forma como as pessoas se conectam às empresas e a economia.

Achamos que um mundo mais aberto e conectado ajudará a criar uma economia mais forte, com empresas mais autênticos que constroem melhores produtos e serviços.

Como as pessoas compartilham mais, eles têm acesso a mais opiniões das pessoas em quem confiam sobre os produtos e serviços que utilizam. Isto torna mais fácil descobrir os melhores produtos e melhorar a qualidade ea eficiência de suas vidas.

Um resultado de torná-lo mais fácil de encontrar os melhores produtos é que as empresas serão recompensados para construir produtos melhores - aqueles que são personalizados e projetados em torno de pessoas. Nós descobrimos que os produtos que são "social design" tendem a ser mais atraente do que suas contrapartes tradicionais, e estamos ansiosos para ver mais do movimento do mundo produtos nessa direção.

Nossa plataforma de desenvolvimento já permitiu que centenas de milhares de empresas para a construção de maior qualidade e mais produtos sociais. Vimos perturbadores novas abordagens em indústrias como jogos, música e notícias, e esperamos ver perturbação semelhante nas indústrias mais pelas novas abordagens que sejam social, design.

Além de construir os melhores produtos, um mundo mais aberto também vai incentivar as empresas a se envolver com seus clientes diretamente e autenticamente. Mais de quatro milhões de empresas têm páginas no Facebook que eles usam para ter um diálogo com seus clientes. Esperamos que esta tendência para crescer também.

Esperamos mudar como as pessoas se relacionam com seus governos e instituições sociais.

Acreditamos que a construção de ferramentas para ajudar a compartilhar as pessoas podem trazer um diálogo mais honesto e transparente em torno do governo que poderia levar a capacitação mais direta de pessoas, mais responsabilidade para os funcionários e melhores soluções para alguns dos maiores problemas do nosso tempo.

Ao dar às pessoas o poder de ação, estamos começando a ver as pessoas a fazer suas vozes serem ouvidas em uma escala diferente do que tem sido historicamente possível. Essas vozes vão aumentar em número e volume. Eles não podem ser ignorados. Com o tempo, esperamos que os governos vão se tornar mais sensível às questões e preocupações levantadas diretamente por todos os seus povos, em vez de através de intermediários controlados por um grupo seleto.

Através deste processo, acreditamos que os líderes vão surgir em todos os países que são pró-internet e luta pelos direitos do seu povo, incluindo o direito de compartilhar o que querem e o direito de acessar todas as informações que as pessoas querem compartilhar com eles.

Finalmente, mais como a economia se move para uma maior qualidade dos produtos que são personalizadas, também esperamos para ver o surgimento de novos serviços que são sociais por design para enfrentar os grandes problemas mundiais que enfrentamos na criação de emprego, educação e saúde. Estamos ansiosos para fazer o que pudermos para ajudar a esse progresso.

Nossa missão e nosso negócio
Como eu disse acima, o Facebook não foi originalmente criada para ser uma empresa. Sempre nos preocupou principalmente sobre a nossa missão social, os serviços que estamos construindo e as pessoas que os utilizam. Esta é uma abordagem diferente para uma empresa pública a tomar, assim que eu quero explicar porque eu acho que funciona.

Comecei a escrever a primeira versão do Facebook-me porque era algo que eu queria existir. Desde então, a maioria das idéias e códigos que passaram no Facebook vieram das grandes pessoas que já atraiu à nossa equipe.

A maioria das pessoas muito cuidado principalmente sobre a construção e fazendo parte de grandes coisas, mas eles também querem ganhar dinheiro. Através do processo de construção de uma equipe - e também a construção de uma base de comunidade de desenvolvedores, mercado publicitário e investidor - Eu desenvolvi uma apreciação profunda de como construir uma empresa forte, com um motor forte e crescimento económico forte pode ser a melhor maneira de alinhar muitos as pessoas a resolver problemas importantes.

Simplificando: não construir serviços para ganhar dinheiro, nós fazemos o dinheiro para construir melhores serviços.

E nós pensamos que esta é uma boa maneira de construir algo. Esses dias eu acho que mais e mais pessoas querem usar serviços de empresas que acreditam em algo além de simplesmente maximizar os lucros.

Com foco na nossa missão e construção de grandes serviços, acreditamos que irá criar o maior valor para nossos acionistas e parceiros a longo prazo - e este, por sua vez nos permitirá continuar atraindo as melhores pessoas e construção de serviços mais grandes. Nós não acordamos de manhã com o objetivo principal de ganhar dinheiro, mas entendemos que a melhor maneira de alcançar a nossa missão é construir uma empresa forte e valioso.

Esta é a forma como pensamos sobre o nosso IPO também. Vamos público para nossos funcionários e investidores. Fizemos um compromisso com eles, quando lhes deu a equidade que nós trabalhamos duro para torná-lo vale muito e torná-lo líquido, e este IPO está a cumprir o nosso compromisso. Enquanto nós nos tornamos uma empresa pública, estamos fazendo um compromisso semelhante aos nossos novos investidores e vamos trabalhar tão duro para cumpri-la.

O Caminho Hacker
Como parte da construção de uma empresa forte, trabalhamos duro para fazer do Facebook o melhor lugar para gente grande para ter um grande impacto sobre o mundo e aprender com outras pessoas grandes. Temos cultivado uma abordagem da cultura e gestão única, que nós chamamos de Via Hacker.

A palavra "hacker" tem uma conotação negativa injustamente de ser retratado na mídia como pessoas que invadem computadores. Na realidade, hacking significa apenas construir algo rapidamente ou testando os limites do que pode ser feito. Como a maioria das coisas, ele pode ser usado para o bem ou mal, mas a grande maioria dos hackers que eu conheci tendem a ser pessoas idealistas que querem ter um impacto positivo no mundo.

O Caminho Hacker é uma abordagem para a construção que envolve a melhoria contínua e iteração. Hackers acreditam que algo sempre pode ser melhor, e que nada nunca é completa. Eles só têm de ir corrigi-lo - muitas vezes na cara de pessoas que dizem que é impossível ou se contentam com o status quo.

Hackers tentam construir os melhores serviços a longo prazo por liberando rapidamente e aprender com iterações menores ao invés de tentar obter tudo certo tudo de uma vez. Para suportar isso, nós construímos uma estrutura de testes que a qualquer momento pode experimentar milhares de versões do Facebook. Temos as palavras "Feito é melhor do que perfeito" pintado nas paredes para lembrar-nos a manter sempre o transporte.

Hacking é também uma disciplina intrinsecamente hands-on e ativo. Ao invés de debater durante dias se uma nova idéia ou é possível que a melhor maneira de construir algo é, os hackers preferem algo protótipo justa e ver o que funciona. Há um mantra hacker que você vai ouvir muito em torno de escritórios do Facebook: "Código ganha argumentos."

Cultura hacker também é extremamente aberta e meritocrática. Hackers acreditam que a melhor idéia e implementação deve sempre ganhar - não a pessoa que é melhor a fazer lobby para uma idéia ou a pessoa que gerencia a maioria das pessoas.

Para incentivar esta abordagem, todos os meses temos um hackathon, onde todo mundo constrói protótipos para novas idéias que eles têm. No final, toda a equipe se reúne e analisa tudo o que foi construído. Muitos dos nossos produtos mais bem sucedidos saiu hackathons, incluindo cronograma, chat, vídeo, nosso framework de desenvolvimento móvel e algumas de nossas infra-estruturas mais importantes, como o compilador HipHop.

Para se certificar de todos os nossos engenheiros compartilhar esta abordagem, exigimos que todos os novos engenheiros - mesmo gestores cuja principal tarefa será não ser escrever código - que passar por um programa chamado Bootcamp onde eles aprendem a nossa base de código, nossas ferramentas e nossa abordagem. Há um monte de gente na indústria que gerenciam os engenheiros e não deseja codificar em si, mas o tipo de mãos sobre as pessoas que estamos procurando são dispostos e capazes de passar por Bootcamp.

Os exemplos acima mencionados dizem respeito à engenharia, mas a destilar esses princípios em cinco valores essenciais para a forma como corremos Facebook:

Foco sobre o Impacto
Se queremos ter o maior impacto, a melhor maneira de fazer isso é ter certeza de que sempre se concentrar em resolver os problemas mais importantes. Parece simples, mas achamos que a maioria das empresas fazem isso mal e perder muito tempo. Esperamos todos no Facebook para ser bom em encontrar os maiores problemas para trabalhar

Mover-se rapidamente
Em movimento rápido nos permite construir mais coisas e aprender mais rápido. No entanto, como a maioria das empresas crescem, elas desacelerar muito, porque eles estão mais com medo de cometer erros do que de perder oportunidades por se movendo muito lentamente. Nós temos um ditado: "Mova rápido e quebrar as coisas." A idéia é que se você nunca quebrar nada, você provavelmente não está se movendo rápido o suficiente.

Be Bold
Construir grandes coisas significa assumir riscos. Isso pode ser assustador e impede a maioria das empresas de fazer as coisas ousadas que deveriam. No entanto, em um mundo que está mudando tão rapidamente, você está garantido para falhar se você não correr riscos. Temos outro dizendo: "A coisa mais arriscada que é não correr riscos." Nós encorajamos todo mundo a tomar decisões corajosas, mesmo que isso signifique estar errado de vez em quando.

Ser abertos a novidade
Acreditamos que um mundo mais aberto é um mundo melhor porque as pessoas com mais informações pode tomar melhores decisões e ter um impacto maior. Isso vale para a execução de nossa empresa, bem. Nós trabalhamos duro para ter certeza que todos no Facebook tem acesso a tanta informação quanto possível sobre cada parte da empresa para que eles possam tomar as melhores decisões e ter o maior impacto.

Construir Valor Social
Mais uma vez, o Facebook existe para tornar o mundo mais aberto e conectado, e não apenas para construir uma empresa. Esperamos todos no Facebook para concentrar todos os dias sobre como criar valor real para o mundo em tudo que fazem.

Obrigado por tomar o tempo para ler esta carta. Acreditamos que temos uma oportunidade de ter um impacto importante sobre o mundo e construir uma empresa duradoura no processo.
Estou ansioso para construir algo grande juntos.

Mark Zuckerberg/ Fundador do Facebook

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Atriz Fernanda Machado adere à campanha pela não violência doméstica


De São Paulo
Às voltas com as gravações do longa Procura-se (Michel Tikhomiroff), Fernanda Machado adere à campanha Fale sem medo – Não à violência doméstica do Instituto Avon e posa com a pulseira que arrecada fundos para apoiar projetos comprometidos com o fim da violência doméstica.

Pesquisa realizada pelo Instituto Avon e Ipsos, em 2011, mostra que 6 em cada 10 brasileiros conhecem alguma mulher que sofreu violência domestica. Embora os números sejam alarmantes, é possível prevenir. Por isto com os recursos arrecadados com a venda de produtos vendidos no folheto Avon, o Instituto Avon tem se dedicado à disseminação de informação com cartilhas e vídeos, além da promoção de seminários, cujo conteúdo pode ser baixado diretamente do site do Instituto.

Ao adquirir a Pulseira da Atitude, acessório, banhado em prata,feito com contas coloridas, com o símbolo do infinito em metal prateado, como um lembrete de que um futuro sem limitações para as mulheres é possível, você colabora para mudar este cenário limitador na vida de milhões delas. Essas infinitas possibilidades dependem de a mulher estar segura, autônoma, saudável, em condições de buscar seus sonhos e transformá-los em realidade.

A Pulseira da Atitude poderá ser adquirida com uma (um) revendedora (r) autônoma (o) Avon. Ao adquiri-la por R$ 13, o consumidor fará, automaticamente, doação no valor de R$ 3,40 ao Instituto Avon, que o investirá em projetos de ações voltadas para combater a violência doméstica contra a mulher. Nem a empresa nem as revendedoras terão lucro com esta ação.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Ecos do IV Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental no Rio








Por Sônia Araripe
Editora de Plurale em revista e Plurale em site


Jornalista tem que apurar. Mas, ultimamente, tenho percebido também a importância de depurar. O que a pressa não permite no dia-a-dia já é possível entender melhor os temas relevantes depois de algum tempo de reflexão. Pode ser só uma hora, ou pode ser uma noite bem dormida.

Foi assim com o "rico" diálogo com colegas jornalistas no IV Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental (CBJA) , realizado na semana passada, de 17 a 19 de novembro, na PUC-Rio.

Organizado pelos colegas da Envolverde - com os incansáveis Dal e Ana Maria no comando - e da Rebia - liderados pelo veterano e também querido Vilmar Berna, o evento reuniu cerca de 500 estudantes, profissionais de Comunicação e especialistas do Terceiro Setor.

Puxamos algumas fotos do portal para ilustrar melhor como foi qualificado e diversificado o evento. Pela ordem que aparecem estão os colegas e parceiros: André Trigueiro, da Globonews e CBN; colegas e Efraim Netto, editor da Revista Com Ciência Ambiental, que também trabalhou como articulador e moderador do evento; Neuza Árbocz (loirinha), jornalista especializada na temática socioambiental e a repórter que vos fala, de Plurale (de vermelho).

Leia mais sobre o que "rolou" pelo Congresso em Plurale em site e também no site do próprio evento, com matérias de vários colegas jornalistas.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Novo portal Plurale em site


Gosta de Plurale em site?

No aniversário de quatro anos, quem ganha presente é você!

Confira as promoções pelo twitter e também a nova "cara" do portal, ainda mais interativo. Os nossos sempre antenados web designers, parceiros da Prodweb, estão sempre buscando novidades para você curtir.

Se você tem uma sugestão de reportagem/ tema de artigo ou é bom em fotografia, pode mandar sugestões para a redação avaliar através do novo portal.

Não é só! Vem muito mais por aí!

Navegue, curta, opinie! Queremos sua opinião!

Tks pela audiência qualificada e atenta nestes quatro anos!

abrs,

Equipe Plurale

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Autógrafo muito especial



Prometemos e estão aqui as fotos do lançamento do livro de Israel Klabin, da FBDS, aqui no Rio, na Livraria da Travessa do Shopping Leblon.

Já começamos a ler a biografia "A urgência do presente", muito interessante mesmo.

O que ele escreveu no autógrafo carinhoso? "Para a colega Sônia, abraço".

Muito simpático, né?

Vejam as fotos gentilmente cedidas pela Divulgação da Editora Elsevier Campus e Assessoria da FBDS.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Celeiro de celebridades


O Rio de Janeiro é uma cidade repleta de artistas dos mais variados. Mais uma atração turística, por quê não?

Por Sônia Araripe, Editora de Plurale em site e Plurale em revista
Originalmente postado na revista eletrônica Balaio de Notícias
Foto: Divulgação


Saio apressada de entrevista em Congresso de Meio Ambiente, realizada no Centro do Rio de Janeiro e corro, literalmente, para dar tempo de estar, do outro lado da cidade, em menos de uma hora, no máximo. Pego o carro, respiro fundo e o trânsito, surpreendentemente, fluiu bem. Nem bem deu tempo de cantar alto todas as músicas do rádio, para já ter cruzado o Túnel Rebouças, para deparar-me com a beleza natural da Lagoa Rodrigo de Freitas, tendo a certeza de ter chegado à Zona Sul.

Vã ilusão. O trânsito não estava mais andando no mesmo ritmo. Sabe-se lá por capricho do quê ou de quem, foi hora de amargar num longo engarrafamento sem fim. A esperança de chegar a tempo no próximo compromisso, no Leblon, já era mesmo um sonho ou pesadelo. Ponto morto, primeira marcha. E vice-e-versa. Mais algumas músicas. Nem mesmo a bela vista da Lagoa, com seus ciclistas e corredores disciplinados, já surtia efeito. Veio o escurecer da tarde e ali estava mesmo a certeza de que o trajeto iria demorar muito mais do que o previsto.

Tudo bem! Vamos lá! Estou no Rio de Janeiro, sou carioca da gema, e nada vai me tirar o bom humor. Não é isso? Mas será? Bom, depois de quase DUAS horas de pé prá lá e prá cá nos pedais do carro e muita cantoria desafinada com o rádio, consegui chegar ao destino aguardado, o Shopping Leblon. Para quem não conhece, é perto da Lagoa, perto da Praia do Leblon, no melhor point da cidade. Fosse em Paris, seria quase ali com o astral de Montmartre, estivéssemos em Nova York seria algo como o Tribeca e seus restaurantes contemporâneos e gente antenada. Estamos no Leblon, bairro das celebridades, dos acontecimentos, de onde o Rio acontece.

Se em tupi, a origem de Y-paum, quer dizer, ilha ou entre canais de água, em carioquês significa lugar onde a celebridade mora ou está. Não há dúvida. Se Ipanema já teve sua garota cantada em tantas línguas e os dias de glória, do chopp no Veloso e da Rua Nascimento Silva, 107, do Tom Jobim, o Leblon ficou eternizado pelas novelas de Manoel Carlos, o Maneco, pela música de Marina, do alto do Hotel Marina, falando das luzes se acendendo, pelos filmes moderninhos, pela moda, pelo calçadão, pela gente linda de morrer na praia geladinha. Não tem jeito: definitivamente, a cara do Rio hoje é deste bairro colorido e estiloso. Como na música de Rita Lee, rainha hoje da timeline do twitter como “litalee”, se Ipanema é bossa nova, Leblon é carnaval, suingue e simpatia. Se Ipanema é namoro de mãos dadas, Leblon é amizade colorida que termina em sexo na madrugada de sereno.

Estacionar o carro foi outra tortura. Shopping lotado, claro! Não, não era sábado. Era plena terça-feira. Rezei, rezei e um cristo saiu com o seu automóvel. Lá fui correr para o compromisso. Ah! Esqueci de contar. Era lançamento de livro de Israel Klabin, conhecido de muitos pelo sobrenome quatrocentão e ilustre, mas que tem fama mesmo no mundo de meio ambiente, como interlocutor privilegiado sobre aquecimento global.

Aperto o passo nas escadas rolantes e eis que quase tropeço com um músico clássico vestido a caráter, de terno preto e camisa branquinha feito comercial de sabão em pó, como para um concerto da orquestra sinfônica carregando um violoncelo – ou algum parente musical – numa case com rodinhas. Subimos, eu, o músico e o violoncelo de rodinhas. Achei o rosto conhecido, mas já não tinha tempo de acionar o Intel da memória para procurar o nome do músico. Tinha que chegar a tempo de pegar o lançamento do livro.

Chego ao local. Me senti quase como naquele filme de criança sobre um boneco desejado como presente de Natal que todos querem, sabe qual é? A fila para comprar o livro e dos autógrafos já dava voltas. Não tinha jeito. Era preciso esperar. Quando, com muito custo, consigo o meu exemplar e corro para a outra fila, ainda mais longa, novo tropeço. Desta vez num tipo bem magro, do meu tamanho (alto, portanto), jeito de andróide, quase Blade Runner, quase Frankstein. Está certo, você tem razão, sou mesmo muito distraída ou obstinada demais em atingir metas.

Eis que o tipão se dirige a mim, a esta pessoa totalmente tonta, e pergunta quem é o autor, que lançamento era aquele. O (a) leitor (a), muito mais atento (a) do que esta que vos relata, certamente já tem quase certeza de que tipo estamos falando. Quem? Isso! Arnaldo Antunes em pessoa! O músico, criador dos Titãs e poeta dos mais geniais destes tempos ultramodernos de fim de mundo – com aquela música linda dos Tribalistas, em tom forte constratando com a voz de Marisa Monte – estava bem na frente, falando comigo. Respondi, ainda meio que aturdida, deixando a distração de lado. Opa! Sou jornalista, também não sou tão zonza assim.

Sozinha, fico rindo de mim mesma. Estivessem meus filhos adolescentes perto e iam caçoar desta que vos escreve por horas. Ou seriam dias? Neste ponto você vai querer saber como assim eu – jornalista que vos conto - tropeço com o Arnaldo Antunes, em pouca carne e muito osso, e também com o Jacques Morelenbaum – aquele do violoncelo das rodinhas – e nem fiquei com batimentos cardíacos alterados.

Mas é vero. Quem é carioca da gema e circula bastante sabe bem disso. Na praia, na corrida da manhã, no suco de fim de tarde, no cinema, em qualquer canto tropeça-se em uma celebridade. E nem estou falando aqui dos óbvios lançamentos de filmes, de livros, de festas fechadas, de teatros..... Enfim, locais certos para encontrar os tipos. Estou falando de tropeçar na escada do shopping ou qualquer outro canto comum, digamos assim.

Não tem jeito. O Rio é assim: celebrities por todo lado. Ainda mais no Leblon, celeiro dos celeiros, point dos points. Quem vem de outros estados – e até outros países – fica encantado (a). Imagina a glória de tropeçar com Chico Buarque em pessoa tomando um bom vinho ou fuçando as boas livrarias ali no fim do Leblon? Ou, quem sabe, esta pros moçoilos afoitos, dar de cara com a sensual Camila Pitanga dando uma voltinha de moleton cinza pela Lagoa? Sim, estas coisas acontecem, muito mais do que a vã filosofia possa imaginar.

Esqueci de contar que Arnaldo, Jacques e muitos outros globais estavam em outro evento no mesmo dia, na mesma hora, que envolvia poesia, música, performance, tudo junto e misturado. Mais cara do Leblon, impossível!

Quem é carioca da gema sabe disso. Mãe de três rebentos – no Rio de Janeiro –, tinha que me acostumar com a curiosidade das crianças. E tome de pedir autógrafo no almoço de domingo da churrascaria, furando ondinhas no mar, na fila do cinema, no lanchinho da tarde, no check-in do aeroporto. Não tem jeito. É piscar o olho e lá está a celebridade.

Flashes? Sim, sempre têm. Os amadores e também os oficiais, da turma papparazzi. Mas o Rio é tão repleto de ações ao mesmo tempo que muitos passam mesmo despercebidos. Carioca que é carioca, olha, revira os olhinhos, como diria Dori Caymmi, e finge que não viu. Sabe-se logo quem é turista ou criança que corre, abraça, diz que é fã...

Com o tempo adquiri quase uma imunidade, um senso comum destas figuras. Algumas celebridades mais simpáticas, outras nem tanto, vários de dar dó de inexpressivas... Até porque, vamos combinar, independente de que time você torce ou de que lugar do planeta você tenha vindo, são mesmo figuras normais, iguais a todos. Ainda mais quando a dor de barriga aperta ou a tal da TPM ataca no caso das mulheres. Sem brilho ou glamour, são gente como a gente. Por acaso interpretam, cantam, jogam.... Mas são feitos da mesma matéria que todos nós.

Uma amiga editora do Jornal do Brasil dos bons tempos morria de rir quando eu contava que tinha que pagar este mico com as crianças. Ia lá na celebridade e pedia autógrafo ou para tirar uma foto com os meninos. Ela morria de rir. Mas quase me matou de vergonha quando fui pedir autógrafo para o mestre dos meus mestres, deus dos deuses, o Armando Nogueira.

Também tem isso. Cada um tem a celebridade que lhe apetece. Ou lhe convém. Alguns ficam mudos na frente de Deborah Secco, outros gostam mesmo é de pagodeiro, tem a turma dos jogadores de futebol... Cada um com seu cada qual. Não me perdoo até hoje por não ter tido coragem de pedir um autógrafo ao Tom Jobim, sentado na mesa ao lado da Churrascaria Plataforma, há uns 20 anos. Com seu chapéu de palha, simpático, atendia a quem pedisse. Não era ainda tempo de celulares com câmeras embutidas. Mas ele atendeu a toooodos e ainda deu beijinho nas mais bonitas, claro. Bloqueei.

Lembrei de algumas situações em que “tropecei” em celebridades, virei os olhinhos e me fiz de tonta. E não foram poucos. Na música, nomes de todos os gêneros e tempos: Marisa Monte, Chico Buarque, Milton Nascimento, Roberto Carlos, Caetano Veloso, Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, Elba Ramalho, Arlindo Cruz, etc. e agora também Arnaldo Antunes. De novela, são tantos que prefiro me concentrar no dia que Regina Duarte chegou, bem simpática, e pediu licença para entrar, atrasada, para sua apresentação no teatro. E há ainda os escritores, bailarinos, apresentadores, jornalistas famosos, autores, diretores, a turma do Carnaval... Ufa, uma lista interminável.

Esta aparente imunidade das celebridades só me traiu uma vez. E que vez! Há uns 15 anos, talvez menos, fomos convidados para evento de lançamento de uma cigarrilha cubana no Brasil. Era uma superfesta, no Hotel Copacabana Palace. “Vestiram” o evento como se fosse a velha Havana. Veio até o Buena Vista Social Club! Uma beleza. Com um “pequeno” detalhe: não fumamos, ou melhor, temos pavor de cigarros, quanto mais os legítimos Habanas, charutos ou cigarrilhas. Não tinha como fugir: era uma fumaceira tooooootal.

Depois da apresentação do Buena Vista conseguimos, com jeitinho, achar um cantinho, pertinho do varandão do Copa – onde também imperava a fumaceira – que não estava concorrido e não tinha ninguém fumando. Não me lembro de todos os detalhes. Até porque aqui, vou deixar isso bem claro, não fazem a menor diferença. O fato é que ficamos ali os dois, eu e Newton, quase exilados da ilha, fugitivos da fumaça, tentando respirar um timtim. Viro para um lado, para o outro e respiro um pouco aliviada. Comemoramos juntos como se estivéssemos cantando vitória em 50 com os “companheiros” Fidel e Che. Surge, então, uma loira maraaaaaaaavilhosa, estonteante, vindo em nossa direção. Newton, mudo, de olhos esbugalhados. Eu com cara de tonta, prá variar. Já sabe quem é? Esqueci de descrever a roupa. Um mini vestido, bem curtinho mesmo, de lantejoulas, prateado ou dourado (os detalhes, reforço, não fazem a menor diferença), uma capa bege feito o filme Casablanca por cima, totalmente aberta, para disfarçar um pouco, quase uma pepita em pessoa. Descobriu? Acertou na mega sena?

Isso, Luana Piovani em muuuuita carne e muito osso! Bem simpática, pediu licença e sentou-se no mesmo banquinho estreito que nós dois. Se já estava apertado para os dois, imagina com mais uma – e que uma – junto. Era bem antes desta fase conturbada e polêmica da figura, acho que ainda nos tempos do Rodrigo Santoro, das novelas, sei lá. Não vem ao caso. Luana puxou papo, contou que tinha vindo com uma amiga, que já não a achava mais... Patati-patatá etc e tal. A capa já estava totalmente entreaberta, acho que ela tirou porque estava com calor. Jesus me abana! Fiquei totalmente sem ar. Maridão com os olhos esbugalhados, mudo, mudo. Eu tentando me fazer de calma, já nem olhava mais pros dois metros de pernas clarinhas, nem grossas, nem finas, certinhas feito as de Lalau, lindas de morrer. Suava frio. Não ouvia direito a voz rouca dela, aquele sussurrar inquietante... Estava apática, quase sem voz, sem ouvir... Sem o coração bater. Por um segundo vi o filme imaginário todo se passar na minha cabeça, já chegando ao clímax: imaginei a pepita ambulante me empurrando pro chão, me derrubando mesmo e saindo, rindo, linda, com meu príncipe sem voz, de olhos esbugalhados e um sorriso de canto de boca.

Dei meu jeito. Tirei ar como um náufrago na hora final. Não se tratava só de uma celebridade cansada dos holofotes em busca de descanso. Era sim uma caçadora em potencial e eu precisava reagir e defender, com minhas armas, a minha caça. Usei as armas possíveis contra uma concorrente deste porte. Levantei educadamente, já puxando o maridão, pedi licença, disse que estava com sede e quase empurrei o companheiro de festa e de vida para me acompanhar em um mojito. Que invisível que nada! Que virar os olhinhos e não ver... Esta mulher é um demônio em forma de gente!

*Jornalista, é editora de Plurale em revista e Plurale em site, com foco em Sustentabilidade. Nasceu e quase sempre morou no Rio de Janeiro, com um período da infância em Recife.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

IV Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental no Rio


A Rio+20, a mais importante reunião sobre desenvolvimento sustentável do mundo, está chegando e os jornalistas e estudantes de comunicação já começam a se aquecer para a cobertura do evento. É que entre os dias 17 e 19 de novembro, a Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental realiza o IV Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental (IV CBJA), na cidade do Rio de Janeiro (RJ). E para colaborar com o desafio que os profissionais da mídia irão enfrentar, o IV CBJA apresentará painéis, debates e oficinas focadas nos temas que envolvem a Rio+20: vão desde economia verde até o uso das redes sociais, passando por espiritualidade, resíduos sólidos e impactos das mudanças climáticas. A abertura da programação fica por conta do pensador Ignacy Sachs, ecossocioeconomista da École des Hautes Études en Sciences Sociales, de Paris.

As inscrições para o IV CCJA são gratuitas e podem ser feitas pelo site oficial do evento: www.jornalismoambiental.org.br.

Serviço

IV Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental
Quando: 17, 18 e 19 de novembro
Onde: PUC-Rio – R. Marquês de São Vicente, 225 – Gávea, Rio de Janeiro-RJ

Mais informações com Ana Carolina Amaral (carol@envolverde.com.br), no telefone (11) 8639-3152 ou no site oficial do congresso (www.jornalismoambiental.org.br).

terça-feira, 27 de setembro de 2011

“É Greenwash, mas um dia amadurece”



De São Paulo

“Trazer uma peça teatral para abordar a sustentabilidade foi desafiador. Mas o importante nesse tema é chamar a atenção das pessoas e a arte faz muito bem esse papel. Quem não gosta de escutar ou assistir uma boa narrativa? A primeira apresentação foi um sucesso. Nossa expectativa é atingir um público ainda maior. O objetivo é mobilizar as pessoas através da arte para uma vida mais sustentável”, afirma Vivian Blaso, diretora da agência de relações públicas e editora do Blog Conversa Sustentável. A indicação da peça é para maiores de 12 anos e a entrada é gratuita!

Local: Livraria da Vila – Alameda Lorena, 1731 – Jardim Paulista (SP)

Data: Dia 15 de outubro

Horário: às 20h

Ingressos através do portal www.conversasustentavel.com.br ou pelo telefone 11 2501.4064 ou envie um email para eventos@conversasustentavel.com.br ou contato direto com a Livraria da Vila.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Números preocupantes do trânsito do Rio


Do Rio Como Vamos
Foto de Edmilson Silva, Colunista de Plurale

Na Semana Nacional do Trânsito – que iniciou neste domingo (18) e vai até o dia 25 – levantamento do Rio Como Vamos com base em dados de licenciamento de veículos do DETRAN-RJ mostra que o município do Rio tem atualmente um veículo em circulação para cada 2,7 habitantes. Até julho deste ano havia 2,4 milhões de veículos de todos os tipos licenciados na cidade, 72,9 mil a mais do que em dezembro de 2010. Nos últimos cinco anos, o aumento da frota foi de 19,4%, o que, para o RCV, chama a atenção para a importância das políticas de transportes que estão em elaboração e execução pelo poder público e que precisam consolidar as alternativas para desafogar o trânsito da cidade.

O levantamento mostra que, só os carros de passeio, que em julho eram 1,8 milhão (42,9 mil a mais do que em dezembro), correspondem a 77,6% da frota total da cidade. De 2006 a 2010, são 14,6% automóveis a mais. Já o número de ônibus cresceu 24,9%, de 12,3 mil para 15,4 mil, o que pode sinalizar para o reforço do transporte coletivo na cidade.

Outro dado relevante é aumento do número de motos neste mesmo período, que chegou a 55,2%. Em 2006 eram 133,2 mil motocicletas licenciadas. O ano de 2010 fechou com 206,7 mil. Para o RCV este aumento deve ser visto como um motivo de preocupação sobretudo para as autoridades responsáveis pela gestão e segurança no trânsito, devido à maior gravidade que os acidentes envolvendo motociclistas costumam apresentar.

Conheça outros indicadores da cidade no site do Rio Como Vamos: www.riocomovamos.org.br.

Sobre o Rio Como Vamos

O Rio Como Vamos é um movimento de cidadania que propõe a mensuração e divulgação de indicadores da qualidade de vida no Rio de Janeiro. Sua meta é municiar a sociedade com informações para que ela possa exigir a melhoria nos serviços prestados pela administração pública. Inspirado no bem-sucedido Bogotá cómo Vamos – desenvolvido na capital colombiana há mais de dez anos e que é reconhecido naquele país como o programa responsável pela melhoria da qualidade de vida e pela eleição de uma seqüência de três prefeitos com bom desempenho – o movimento carioca foi lançado no dia 28 de agosto de 2007, por representantes da sociedade civil e empresários. Seu objetivo é mobilizar a população para fiscalizar a evolução da qualidade de vida na cidade.

A ideia nascida na capital colombiana se espalhou por outros países da América Latina, formando uma rede de cidades com objetivos comuns, como Cali, Cartagena e Medelín (Colômbia), Buenos Aires (Argentina), Lima (Peru), Quito (Equador) e Santiago (Chile). No Brasil, o movimento já está presente em 35 cidades, entre elas Rio de Janeiro, São Paulo – a primeira cidade brasileira integrante da rede, onde ganhou o nome de Nossa São Paulo: Outra Cidade –, Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Salvador e Ilhéus (BA), Santos (SP), Vitória (ES), além de Niterói e Teresópolis (RJ).

O sistema de indicadores do Rio Como Vamos engloba 13 temas: Saúde; Educação; Transporte; Violência e Segurança Pública; Pobreza e Desigualdade Social; Meio Ambiente; Lazer e Esporte; Cultura; Habitação e Saneamento; Inclusão Digital; Trabalho, Emprego e Renda; Orçamento e Vereadores. Para se chegar a esses indicadores, o grupo técnico do movimento definiu uma série de critérios, tais como a forma como a população poderá utilizar as informações; a possibilidade de desagregação dos dados para que seja avaliada cada região e/ou bairro; a existência de uma série histórica; entre outros. A ideia é, a partir desses indicadores, mapear áreas da cidade e setores da administração pública que necessitam de mais atenção e investimentos.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Encontro das RPPNs Paulistas


De São Paulo

No dia 17 de setembro, diversos temas relacionados à criação e manutenção de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) de São Paulo serão discutidos no Encontro das RPPNs Paulistas, organizado pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, Fundação Mokiti Okada, Fundação Florestal, Fundação Grupo Boticário e Solo Sagrado de Guarapiranga.

Dois temas centrais devem desenvolver as discussões ao longo do evento - A Conservação em Áreas Privadas/ estabelecimento de RPPNs, e os Incentivos econômicos/ financeiros da conservação em áreas privadas. O objetivo do encontro é mostrar o que vem sendo feito no município para incentivar a criação de RPPNs, além de trocar experiências, junto a outros órgãos ligados ao meio ambiente, de exemplos bem sucedidos de criação destas reservas.

Hoje, no município de São Paulo, existe apenas uma RPPN - a Mutinga, localizada no distrito de Pirituba. A Fazenda Mutinga possui área de 77.500 m², dos quais 25.000 m² compõem a RPPN Mutinga. Este pequeno fragmento de mata na mancha urbana da metrópole é composto por elementos arbóreos nativos de Mata Atlântica, que abrigam fauna composta principalmente por aves. A presença dessas espécies indica a sua importância para a manutenção da biodiversidade no município, por representar oferta de alimento e de ambientes para a reprodução. Durante o encontro, será entregue o certificado de criação da RPPN Mutinga ao proprietário, a Mutinga Empreendimentos Imobiliários.

A RPPN é um instrumento extremamente importante para a conservação no Brasil, que contribui para o aumento das áreas protegidas em locais estratégicos, como em ecossistemas ameaçados e zonas de amortecimento de Unidades de Conservação (UCs), colaborando com a formação de corredores ecológicos e com o aumento da conectividade da paisagem. Através da compreensão do papel da RPPN e da participação em sua criação e manejo, o proprietário de terras complementa os esforços de conservação empregados pelo Poder Público, atuando como elemento chave nas relações sócioambientais.

Para a incentivar a criação de RPPNs, os proprietários destas reservas têm direito a Isenção do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR), no caso de zona rural; Desconto no valor do Imposto Territorial Urbano (IPTU), proporcional ao percentual do terreno com presença de área verde inserida na RPPN, no caso de zona urbana; análise prioritária de projetos que pleiteiem a concessão de recursos oriundos do Fundo Especial do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (FEMA), dentre outros benefícios.



Serviço
Encontro das RPPNs Paulistas
Data: 17/09
Horário: 8h30
Local: Solo Sagrado de Guarapiranga - Av. Professor Hermann Von Ihering, 6567 - Jardim Casa Grande/ Parelheiros
Informações: 3396-3076 / 3078

domingo, 4 de setembro de 2011

Mulatas em alta



Texto e fotos de Nícia Ribas, de Plurale em site

Após a exibição do filme Mulatas! Um tufão nos quadris, de Walmor Pamplona e Aydano André Mota, sexta-feira, 2, na Casa do Saber, tinha gente apostando que as talentosas passistas do Carnaval terão chance de dar uma guinada na vida com os eventos esportivos previstos para os próximos anos. O documentário mostra que elas merecem e precisam muito ser mais valorizadas como estrelas das escolas de samba e símbolos da cultura brasileira. “Eu, que há anos cubro o Carnaval e acompanho a vida das comunidades do samba, torço para que isso aconteça”, disse o jornalista e roteirista Aydano André Mota.

Após o evento, que reuniu o diretor, o roteirista e duas mulatas, elas conversaram com pessoas da plateia, encantadas com seus depoimentos e ávidas por mais detalhes.

Muito alta e vistosa (para não dizer gostosa),Queila Mara contou como conseguiu grana para colocar peito e dar uma guaribada no abdômen. Para saber, tem que assistir ao filme. Passista da Mangueira e da Imperatriz Leopoldinense, em 2009, ela tentou realizar o sonho de ser rainha do Carnaval, embora o limite de idade estipulado pelo regulamento fosse 35 anos. Na semifinal, foi denunciada por uma carta anônima. Com muito bom humor, ela garante que tem 34.

Sua colega, Rafaela Bastos, geógrafa nascida em Botafogo, lembrou que na adolescência detestava frequentar a quadra da Mangueira, mas quando o avô, um baluarte da escola, comemorou lá seus 80 anos, ela teve que ir e se apaixonou pelo samba. Aos 29 anos, solteira, no ano passado, além do documentário, Rafaela foi apresentadora do programa "Mulatas!", série de entrevistas com passistas das escolas cariocas exibido pelo "Canal Brasil"



segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Tênis para todos


Sônia Araripe
Editora de Plurale em site e Plurale em revista


Fotos: João Pires/Fotojump/Divulgação
Legenda: O tenista Fernando Roese ministra clínica a dez jovens do Projeto Social Tênis na Lagoa, coordenado por Alexandre Borges (de boné, segurando a raquete)


Os olhos dos jovens brilhavam diante dos ídolos. Mesmo que de diferentes gerações, um aprendiz sabe quando encontra um "mestre". Foi assim, cercado de muita emoção, que 20 meninos de comunidades carentes do Rio se encontraram com craques eternos do tênis brasileiro no último fim de semana, durante o evento Itaú Masters Tour, no Clube Caiçaras.

"Ele é alto, não é?", comentava um dos meninos do Projeto Tênis na Lagoa, ao se deparar com Thomas Koch. O campeão não se fez de rogado. Tirou fotos, deu autógrafos e atenção para os meninos. Foi assim também com outros medalhistas do Pan que participavam do campeonato de Masters.

Alexandre Borges, coordenador do Projeto Tênis na Lagoa, contava à Plurale, bastante emocionado, que em outubro próximo serão quatro anos de realizações. "A gente tem recebido muito mais do que dado para estes jovens", disse. Hoje, 75 crianças de diferentes comunidades - Cruzada São Sebastião, Rocinha, Vidigal, Parque da Cidade e Ladeira dos Tabajaras - participam das aulas. O tenista Fernando Roese ministra clínica a dez jovens do Projeto.

Alguns têm tanto talento que já estão jogando nas quadras e fazendo sucesso. Como Rafael Rodrigues, morador da Rocinha, que, com a ajuda do programa de Luciano Hulk, foi até Florianópolis jogar com o ídolo Guga Küerten e uma semana de clínica, orientado por ninguém menos que Larri Passos, ex-técnico do Guga.

Se você joga tênis e tem material (tênis, roupas, mochilas, etc) para doar, faça contato com o Projeto Tênis na Lagoa através do email alexandreborges@projetotenisnalagoa.com.br ou pelo celular (21) 9115 2610

Masters - O torneio Itaú Masters reuniu alguns dos principais ídolos do tênis brasileiro. Esta foi a primeira vez que o Itaú patrocina este evento de Masters. "Acreditamos no poder do tênis não só como marketing de relacionamento, mas, principalmente como um grande esporte de integração", disse Fernando Chacon, diretor-executivo de Marketing do Itaú Unibanco. Ele sabe do que fala: é um tenista amador dedicadíssimo, assim como vários outros executivos do grupo.

O circuito é uma realização da Try Sports, com o patrocínio do Banco Itaú, co-patrocínio de Petrobras e Governo Federal - Brasil, País Rico é País sem Pobreza -, HP Impressoras e Multifuncionais e Asics - a marca esportiva oficial do circuito - e o apoio do BandSports, Revista Tennis View e Try Floor Pisos Esportivos. A segunda etapa teve apoio do Clube dos Caiçaras e pelos Hotéis MarinaSaiba mais no blog Break Point Brasil.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Músculos, força e coração


Sônia Araripe
Editora de Plurale em revista e Plurale em site


A noite agradável convidava para a conversa entre amigos. Foi assim, em clima bem descontraído, que aconteceu coquetel em torno dos atletas da poderosa UFC, a liga dos fortões de luta dos Estados Unidos, que reúne também vários brasileiros.

Organizado pela Textual Comunicação, com Carina Almeida à frente, o evento reuniu jornalistas esportivos e gente simpática. Os atletas e seus "cartolas", digamos assim, chegaram por volta de 22h, nesta quinta-feira, no Leblon. Queimados de sol, simpáticos e bem comunicativos. A Textual, com longa trajetória em esportes, está cuidando da parte de imprensa do megaevento da UFC.

Quem disse que é só músculo e brigas? Que nada! A turma é agradável mesmo.

Nem UFC, e muito menos luta, são nossas especialidades, claro. Mas bem ficamos satisfeitos ao saber que os fortões, além de músculos,força e muitos cifrões no banco, também têm coração. Conheceram o Rio e quiseram saber mais sobre a experiência das UPPs em comunidades. Sabem das grandes desigualdades sociais e pensam em como ter algum programa/parceria para ajudar os jovens destas comunidades carentes.

O CEO da UFC, Danna White, o porta-voz que sempre fala, não foi, concentrado, é claro, para o superevento de hoje à noite, na Barra da Tijuca. Mas o todo-poderoso Lorenzo Fertitta, chairman da empresa, estava lá, prestigiando o encontro com jornalistas.

Simpático que só, contou que está adorando o Brasil e o Rio. Ficou surpreso com a calorosa recepção do público brasileiro, formado, principalmente por jovens. E não só rapazes. Mas também moças. "As mulheres gostam muito de acompanhar a UFC. E as brasileiras são super ativas nas redes sociais, como facebook e twitter", contou Lorenzo.

O coquetel foi todo em ritmo verde-e-amarelo, no tom certo. Comidinhas só as lights e bem brasileirinhas, como mini-tapiocas com queijo coalho e carambola cortada em estrelas com queijinho por cima. Deu água na boca? O DJ tb caprichou nas carrapetas, em ritmo bossa nova e uma mesa de barman com caipirinhas de várias frutas encantou os convidados estrangeiros.

Para quem tinha, é verdade, pré-conceito (justamente por não conhecer de perto), foi surpreendente mudar de opinião e precisar admitir: por trás daqueles músculos também batem corações.

Que firmem mesmo compromisso com os jovens de comunidades do Brasil. A força interior, muito mais do que a dos ringues, esta sim, move montanhas.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Centenário de Araripe Jr.


Sônia Araripe
Editora de Plurale em site

Foi um cair de tarde muito agradável na Academia Brasileira de Letras, no último dia 11 de agosto, em homenagem ao centenário de morte do ilustre antepassado Araripe Jr.

O primo Oscar Araripe, jornalista e pintor, fez uma apresentação belíssima sobre o crítico e ensaísta, que era afilhado de José de Alencar.

O acadêmico Sérgio Rouanett falou sobre a intrincada relação de amizade entre Araripe Jr e Machado de Assis.

Oscar apresentou os detalhes do romance "Miss Kate", de Araripe Jr.